Isadot’s
Isadora Mello



A arte de ser um camaleão
Por: PAULO SACALDASSY

A arte de interpretar uma personagem, por vezes encanta quem assiste e isso acontece quando o ator consegue fazer com que aquela personagem nos convença de que tudo ali é real e mesmo sabendo que tudo é teatro, acabamos envolvidos. Nos emocionamos, rimos, nos identificamos, nos distanciamos da situação, graças a capacidade que um ator tem, de ser um camaleão.

No palco, aquela história carregada de drama ou de comédia, ganha vida impulsionada pela interpretação do ator, que nos conta a tal história, como se fosse a sua própria, moldando seus gestos, sua fala, seu andar, sua voz, suas manias à necessidades daquela personagem. Tudo para que o teatro mostre as faces da humanidade.

Ao ator foi dada essa missão e aqueles que realmente percebem a verdadeira essência de ser qual ao camaleão, conseguem o reconhecimento e os aplausos calorosos por suas interpretações. Pois não é nada fácil sentir a dor alheia como se fosse sua, achar graça da piada que não é sua, fazer chorar por um drama que não é seu. Isso é ser ator.

Fazer de conta que sofre, que ri, que se emociona é brincar de fazer arte e não se engana aquele que vai disposto a assistir a arte camaleônica de um ator. Ator de caras e bocas, que pensa que imitando uma personagem conseguirá agradar o público, será sempre identificado como um “canastrão”. A essência de um ator é fazer de cada personagem um ser real e verdadeiro, só assim haverá convencimento.

É admirável quando encontramos pelos palcos, atores que sejam verdadeiros camaleões, que nos fazem esquecer de quem são de verdade, que nos fazem acreditar em cada palavra falada, em cada gesto feito, em cada dor, em cada lágrima derramada, em cada boa gargalhada. Não há nada melhor do que poder se deixar convencer por um desses atores.

Quem dera pudéssemos encontrar pelos caminhos, mais e mais atores que entendessem que a arte de ser um camaleão é o que faz o teatro ser encantador. O teatro não seria essa grande arte, se o ator, não se despisse das suas características humanas para dar vazão às tantas personagens distintas. Eu só tenho a reverenciar à todos camaleões que se escondem e se mostram pelos palcos do mundo.



“Eu acho que a coisa mais bonita que um humano pode fazer é apenas ser quem você é por dentro. Então, por favor, todo mundo, apenas sejam vocês mesmos e encorajem todos os outros a fazerem o mesmo” - Josh Hutcherson

“Eu acho que a coisa mais bonita que um humano pode fazer é apenas ser quem você é por dentro. Então, por favor, todo mundo, apenas sejam vocês mesmos e encorajem todos os outros a fazerem o mesmo” - Josh Hutcherson

(Source: anetteduraan)



(Source: she-ran-away-iin-her-sleep, via i-am-who-i-am-takeitorleaveit)



(via carolaish)



(via howshoulditbe)



(Source: yungsang, via no-reas0n)



É muito clichê querer você?
-Querido John-

É muito clichê querer você?

-Querido John-

(via no-reas0n)



       Ainda queimam as tristezas das vezes que desisti… Começar não é fácil. Parece que nada vem! Nada fica! Depois, chega tanta coisa na cabeça ao mesmo tempo que é difícil lidar em como o fluxo das coisas abrangem. Você vê a necessidade de alcançar cada pedacinho de memória ou de pensamento que vão flutuando sobre você como folhas de Maple.         
          Por um momento, você tem tanta coisa pra colocar, que fica rodando até tentar enxergar onde todas aquelas situações podem combinar e se misturar, e você sente que precisa ser rápido para resgatá-las, como se elas pudessem sumir completamente a qualquer momento – e algumas somem não é mesmo? – é aquela boa ideia que você deveria ter tido, mas que escapou para outro espaço, que não são mais histórias suas, elas passam a pertencer para outras pessoas.Eu sou meio desesperada nesse aspecto, tento colar o que chega para mim, me apoderar das ideias como uma caçadora de borboletas muito má e egoísta, que alfineta uma frágil criatura em seu livro de coleção. Sendo ideias ou borboletas, lá estou grudando as palavras que voam e fazendo só isso, tomando posse. Sem desenvolver, sem criar um fim, ou um começo. Essa ideia poderia ser de outra pessoa, poderia ser uma história de verdade…
          Então chega um ponto em sua vida, que você está cansada de fazer coleção, você quer usar, quer abusar. Imagine que você tenha um monte de botões, eles vão ficar em caixas guardados para que? Se nem mostrá-los você mostra? E todos aqueles adesivos lindos que um dia você guardou mas nunca os usou? Eles podem perder a cola…
          Nós temos involuntariamente essa mania, não é mesmo? Querer ter as coisas só por… Ter…
          Assim como aquele melhor amigo que não tem mais nada em comum com você, mas você ainda quer ter o direito de chamá-lo de melhor amigo, que ele seja seu e de mais ninguém (e ainda tem ataque quando o vê com outra pessoa!), como se ele fosse um reserva, uma prova! Ou aquele garoto capacho que sempre te amou e você nunca deu bola, e que quando ele desiste e parte para outra, você sente tanta falta. Não só porque era legal ter alguém para fazer suas vontades e te achar bonita, mas porque era bom se sentir amada, como uma garantia.
          Eu posso ter desviado muito do assunto, esta pode não ser a primeira vez em que tento começar. Mas chega um ponto em que você não aguenta mais, ficar com reservas, ser a reserva, criar provas, criar garantias…
          Vou escrever histórias, pouco me importo se não serem boas de primeira, mas eu posso ter quantas chances eu quiser para reescreve-las, vou desenvolver tudo o que um dia guardei e foi esquecido. E se tudo der errado, vou começar tudo de novo.
          Mas a gente também não gosta de desperdício, ás vezes a história está na ponta da língua, mas ela parece muito errada quando é passada para o papel, você arranca a folha, pensa, deixa amadurecer um pouco… As vezes a ideia é boa, mas você ainda quer guardar porque tem a certeza de que ela pode ficar ainda melhor, que você só precisa de tempo… Ás vezes, você simplesmente não sabe por onde começar, porque acha que suas mãos não vão responder, que a inspiração nunca vai vir, que você poderia estar se entregando mais ainda de alma e coração e que por não conseguir fazer isso, você é péssima… E você deixa de tentar, já pensando no medo de falhar, já pensando em como as pessoas podem vir te criticar.
          Mas sabe, você só precisa de prática, de paciência, e para te confortar, a ideia de que a qualquer hora, você pode começar, e recomeçar, e começar de novo.                                                                                
Viu…Veio do nada, ficou, fluiu…Como folhas de Maple.                                                                      
(Isadora Mello - assim como visto em Psiqueros.com)

       Ainda queimam as tristezas das vezes que desisti… Começar não é fácil. Parece que nada vem! Nada fica! Depois, chega tanta coisa na cabeça ao mesmo tempo que é difícil lidar em como o fluxo das coisas abrangem. Você vê a necessidade de alcançar cada pedacinho de memória ou de pensamento que vão flutuando sobre você como folhas de Maple.         

          Por um momento, você tem tanta coisa pra colocar, que fica rodando até tentar enxergar onde todas aquelas situações podem combinar e se misturar, e você sente que precisa ser rápido para resgatá-las, como se elas pudessem sumir completamente a qualquer momento – e algumas somem não é mesmo? – é aquela boa ideia que você deveria ter tido, mas que escapou para outro espaço, que não são mais histórias suas, elas passam a pertencer para outras pessoas.Eu sou meio desesperada nesse aspecto, tento colar o que chega para mim, me apoderar das ideias como uma caçadora de borboletas muito má e egoísta, que alfineta uma frágil criatura em seu livro de coleção. Sendo ideias ou borboletas, lá estou grudando as palavras que voam e fazendo só isso, tomando posse. Sem desenvolver, sem criar um fim, ou um começo. Essa ideia poderia ser de outra pessoa, poderia ser uma história de verdade…

          Então chega um ponto em sua vida, que você está cansada de fazer coleção, você quer usar, quer abusar. Imagine que você tenha um monte de botões, eles vão ficar em caixas guardados para que? Se nem mostrá-los você mostra? E todos aqueles adesivos lindos que um dia você guardou mas nunca os usou? Eles podem perder a cola…

          Nós temos involuntariamente essa mania, não é mesmo? Querer ter as coisas só por… Ter…

          Assim como aquele melhor amigo que não tem mais nada em comum com você, mas você ainda quer ter o direito de chamá-lo de melhor amigo, que ele seja seu e de mais ninguém (e ainda tem ataque quando o vê com outra pessoa!), como se ele fosse um reserva, uma prova! Ou aquele garoto capacho que sempre te amou e você nunca deu bola, e que quando ele desiste e parte para outra, você sente tanta falta. Não só porque era legal ter alguém para fazer suas vontades e te achar bonita, mas porque era bom se sentir amada, como uma garantia.

          Eu posso ter desviado muito do assunto, esta pode não ser a primeira vez em que tento começar. Mas chega um ponto em que você não aguenta mais, ficar com reservas, ser a reserva, criar provas, criar garantias…

          Vou escrever histórias, pouco me importo se não serem boas de primeira, mas eu posso ter quantas chances eu quiser para reescreve-las, vou desenvolver tudo o que um dia guardei e foi esquecido. E se tudo der errado, vou começar tudo de novo.

          Mas a gente também não gosta de desperdício, ás vezes a história está na ponta da língua, mas ela parece muito errada quando é passada para o papel, você arranca a folha, pensa, deixa amadurecer um pouco… As vezes a ideia é boa, mas você ainda quer guardar porque tem a certeza de que ela pode ficar ainda melhor, que você só precisa de tempo… Ás vezes, você simplesmente não sabe por onde começar, porque acha que suas mãos não vão responder, que a inspiração nunca vai vir, que você poderia estar se entregando mais ainda de alma e coração e que por não conseguir fazer isso, você é péssima… E você deixa de tentar, já pensando no medo de falhar, já pensando em como as pessoas podem vir te criticar.

          Mas sabe, você só precisa de prática, de paciência, e para te confortar, a ideia de que a qualquer hora, você pode começar, e recomeçar, e começar de novo.
                                                                                

Viu…
Veio do nada, ficou, fluiu…
Como folhas de Maple.
                                                                      

(Isadora Mello - assim como visto em Psiqueros.com)



(via fudge-boom-tra-la-la)



lovequotesrus:

Photo Courtesy: starrkiss

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